Como proteger empresas aos ataques de malwares?

 

Soluções como o Security as a Service ajudam as empresas a evitaram possíveis ataques de cibercriminosos

Por Renan Torres*

 

Os ataques cibernéticos às empresas com operações no Brasil tiveram um crescimento expressivo em 2021. Os malwaressoftwares indesejados que são usados de forma maliciosa, estão cada vez mais frequentes, com objetivos diferentes por parte de cibercriminosos. Estes vírus são utilizados para ocasionar, por exemplo, prejuízos financeiros, furto e sequestro de dados, e danos diversos, podendo comprometer hardwares como computadores e celulares, além de redes empresariais em sua totalidade.

 

Termo originado da fusão entre as palavras “malicious” e “software“, os malwares podem causar um prejuízo irreversível e imensurável às companhias que não estiverem preparadas para esse tipo de ataque. Os vírus são instalados por meio de spywares, aplicativos espiões comumente infiltrados nas máquinas para monitorar o comportamento do usuário e furtar dados, e até mesmo os ransomwares, um tipo de vírus que consegue criptografar os arquivos e corromper o sistema operacional como um todo, resultando, de modo geral, no pagamento de um valor alto para conseguir recuperar os dados.

 

Tendo em vista os danos causados pelos malwares, para se ter uma ideia, o Brasil sofreu mais de 16,2 bilhões de tentativas ataques cibernéticos no primeiro semestre deste ano segundo um levantamento da Fortinet. Na América Latina, o México lidera com 60,8 bilhões de tentativas e é seguido pelo Brasil, Peru – 4,7 bilhões, e Colômbia – 3,7 bilhões. Entre janeiro e junho de 2021, foram mais de 91 bilhões de tentativas de ataques na região latina. Vale destacar que o home office impacta diretamente este cenário, sendo que os cibercriminosos buscam lacunas para conseguirem acessar as redes corporativas.

 

Ainda de acordo com a Fortinet, diversas tentativas de execução de código remoto a roteadores domésticos foram registradas apenas no primeiro trimestre de 2021, o que prova que houve uma movimentação por parte dos criminosos ao acesso às redes empresariais enquanto os funcionários operam remotamente.

 

Uma onda de ataques de ransomware

Ao falar sobre a crescente onda de ataques cibernéticos, a menção à digitalização deve ser feita, que foi acelerada desde o início da pandemia da Covid-19. Justamente devido ao cenário de avanços expressivos na transformação digital, os hackers passaram a focar ainda mais em grandes empresas. Assim, foi possível observar que corporações de diferentes segmentos sofreram invasões e furtos de dados nos últimos meses.

 

Neste sentido, o ransomware foi o malware mais utilizado nos últimos meses, sendo que criminosos conseguiram furtar informações corporativas fundamentais e somente devolveram os dados após um pagamento. A ação foi realizada, de fato, como um sequestro de dados. A ameaça a essas empresas é constante caso não paguem o valor solicitado, visto que os criminosos prometem expor as informações furtadas ao público, o que pode ocasionar grandes prejuízos (desde financeiros até mesmo à imagem).

 

Em agosto, no Brasil, uma rede varejista teve de paralisar suas operações devido ao ataque de ransomware, comprometendo toda a sua atividade tanto no ambiente físico quanto no digital. Já nos Estados Unidos uma indústria alimentícia desembolsou US$ 11 milhões para resgatar seus dados. Apenas em junho deste ano foram registrados dez vezes mais ataques de ransomware no mundo se comparado a junho de 2020.

 

A necessidade de investimento em cibersegurança

Considerando este contexto, a nova onda de ataques não tem previsão para terminar. Cada vez mais, o RaaS, Ransomware as a Service (Ransomware como Serviço em tradução livre), se populariza entre hackers e cibercriminosos, consistindo na venda online de pacotes de dados furtados das empresas, possibilitando a obtenção de informações sensíveis e sigilosas com fácil acesso.

 

Conhecido, também, como ransomware kit, o RaaS gera transtornos às empresas que são vítimas destes ataques, mas algumas ações de prevenção podem ser adotadas o quanto antes. Medidas básicas como backup, proteção de endpoint e verificação em duas etapas devem ser inseridas nas empresas, além de treinamentos contínuos com os colaboradores, para que todos compreendam a importância de se investir em segurança digital.

 

Embora essas medidas não sejam o suficiente para impossibilitar um ataque às empresas, são precauções necessárias no dia a dia. Entretanto, para conseguir um potencial ainda maior de proteção, o ideal é acionar parceiros que entendam sobre o assunto. Existem fornecedores de soluções de tecnologia que criam barreiras ainda maiores aos hackers, além de especialistas que possuem a expertise necessária para elevar o grau de maturidade de segurança das empresas.

 

Security as a Service

Às grandes companhias, que transacionam um alto volume de dados diariamente, contar com o SECaaS (Security as a Service ou Segurança como Serviço, em português) é uma das principais formas de se manter protegido e antever atividades suspeitas. Por meio do SECaaS, as ações de prevenção tornam-se mais viáveis, ao administrar e gerenciar as práticas de segurança: monitoramento do firewall, antimalwares, detecção de servidores ou usuários intrusos, proteção aos dados, além de contar com os melhores softwares e hardwares para cada tipo de empresa.

 

Desenvolver um ambiente seguro aos negócios deve ser prioridade corporativa, buscando proteger as operações empresariais como um todo, mas, sobretudo, as informações armazenadas dos clientes – ponto que é primordial com a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados. Contar com um parceiro de negócio que avalie desde os endpoints das empresas até mesmo os softwares implementados é apenas uma das vantagens obtidas pelo SECaaS. Ademais, o SOC (Centro de Operações de Segurança ou Security Operation Center), por exemplo, oferta um monitoramento completo e proteção em todo o ciclo de segurança.

 

Em suma, o SECaaS exime a preocupação da organização quanto às medidas de segurança e deve ser tendência entre as empresas que se preocupam com suas operações. É um modelo de gerenciamento que, além da praticidade, oferta o ambiente seguro ideal aos negócios, independentemente do segmento de atuação da empresa.

 

*Renan Torres é Diretor Nacional de Vendas da Arklok.

 

Sobre a Arklok:

Consolidada no mercado há mais de 12 anos, a Arklok é o principal player brasileiro focado em full outsourcing de TI, atuando pelo modelo de Tecnologia como Serviço. Se destaca por ser uma empresa ágil e flexível, e o principal objetivo está em reduzir custos e maximizar resultados dos clientes. Além disso, detém 30% do market share do segmento por entregas ágeis e melhor SLA (Acordo de Nível de Serviço). São milhares de equipamentos e itens alocados em todo território nacional. Veja mais: http://www.arklok.com.br/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *