Os desafios que o pequeno varejista ainda tem no digital

Após a pandemia, o marketing omnichannel tem se fortalecido cada vez mais dentro das estratégias das grandes empresas, principalmente no que se refere à criação de novos tipos de relacionamentos com os clientes e a aceleração digital dos processos. No entanto isso não vem acontecendo na mesma velocidade com os pequenos e médios varejistas e foi por isso que o webinar da Gofind sobre os “Desafios da Presença Digital do Pequeno Varejo – Como as grandes indústrias podem ajudar?”, realizado nesta quarta-feira (22), fez questão de reunir os executivos de empresas como o Google, Heineken e Saint Gobain Brasil, para falar sobre as suas ações voltadas para uma maior presença digital entre os varejos locais, que como os outros também precisam aumentar sua presença no ambiente digital.

 

“A pandemia forçou os brasileiros a fazerem suas compras online e, na maior parte delas a experiência foi boa. Além disso, a decisão do ‘quê’ e de ‘onde’ comprar é cada vez mais realizada dentro do ambiente digital, mesmo ainda havendo as vendas nas lojas físicas, já que muitos consumidores utilizam a internet para comparar os preços”, explica Julia Frigo, head of commerce for CPG and Tech do Gooogle.

 

A integração omnichannel é cada vez mais necessária para os pequenos e médios varejistas, mesmo que essa presença digital não seja vista somente como um ambiente para as vendas, mas também como um lugar do qual os consumidores estão presentes para poder pesquisar, comparar, analisar, enfim.

 

 

Para Camilo Leles, coordenador de marketing digital da Saint Gobain, até mesmo os pequenos e médios varejistas do setor de materiais de construção se encontram em transição digital: “O setor é muito forte por conta de pequenas reformas, porém ele demora mais para fazer essa digitalização. Ainda assim, o cliente está conectado e o varejista precisa saber onde ele está. Por isso, ter presença digital não é mais uma questão de escolha”, defende.

 

 

 

Por outro lado, o dono de pequeno varejo muitas vezes precisa se preocupar não só com a digitalização, mas também em como cuidar da sua loja, das suas estratégias de marketing ou gerenciar melhor o seu tempo. E neste sentido, simplesmente migrar para o e-commerce não significa a melhor solução para todos os conflitos. “Uma recente pesquisa do Google mostra que sete em cada 10 brasileiros compram tanto no ambiente online quanto no off-line, o que acaba sendo uma questão de conveniência do momento. Portanto, trata-se menos de uma questão de on ou off, mas principalmente de como estar preparado para se adaptar a esse novocanal”, acrescenta Julia.

 

 

 

Alem disso, Tiago Maldaner, coordenador de trade marketing digital da Heineken destaca que muitas pessoas já criaram o hábito de comprar online, ao mesmo tempo em que uma nova geração está habituada ao ambiente digital. “Enfatizamos estratégias de omnichannel porque as pessoas não estão presentes em um só meio. Com isso, trazemos os varejistas para mais perto das soluções de mercado”, explica.

 

 

 

Diversas iniciativas são tomadas para essa integração entre os pequenos e médios varejistas, eentre elas a plataforma Google Meu Negócio, que fornece um sistema de interação entre o consumidor e o varejista, de forma gratuita e, de fato, presente nesse ambiente digital. “O trade marketing olha como o empreendedor pensa e conecta as suas necessidades às soluções. O papel das grandes empresas acaba sendo o de trazer as plataformas digitais para mais perto desses pequenos clientes.”, completa Tiago.

 

Fonte: supervarejo.com.br

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