Exposição ‘terra terreno território’ entra em cartaz no Moriconi com visitação até 30 de abril
Exposição ‘terra terreno território’ entra em cartaz no Moriconi com visitação até 30 de abril
Obras da artista visual e fotógrafa Dani Sandrini propõem reflexões sobre a ancestralidade indígena e a ocupação dos territórios urbanos
A Prefeitura de Suzano, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, deu início na última quarta-feira (08/04) à exposição “terra terreno território”, da artista visual e fotógrafa Dani Sandrini, no Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi (rua Benjamin Constant, 682 – Centro). A mostra segue aberta para visitação gratuita até o dia 30 de abril, de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas, com classificação livre.
A abertura contou com as presenças do secretário municipal de Cultura, José Luiz Spitti, e da coordenadora de Artes Plásticas da pasta, Aline Baliberdin, que acompanharam o início da programação e a recepção do público.
A exposição apresenta obras que dialogam com a ancestralidade indígena e a ocupação dos territórios urbanos, trazendo à tona reflexões sobre memória, pertencimento e identidade. A produção utiliza elementos naturais, como folhas e pigmentos orgânicos, em composições que remetem à conexão entre natureza, espiritualidade e cultura.
Ao todo, a mostra reúne 36 obras, incluindo uma produção audiovisual que apresenta o processo artístico, ampliando a compreensão do público sobre as etapas de criação e construção das peças.
A proposta também evidencia a presença dos povos originários nas cidades, abordando etapas históricas de deslocamento e formação de diferentes territórios ao longo do tempo. As imagens revelam narrativas muitas vezes invisibilizadas, propondo um novo olhar sobre a construção dos espaços urbanos.
A exposição também se destaca pela acessibilidade, contando com recursos que possibilitam a experiência de pessoas com deficiência visual e auditiva. O Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi possui estrutura acessível, incluindo adequações para cadeirantes, garantindo a entrada para todos.
Para a coordenadora de Artes Plásticas, o destaque da exposição está no processo e na construção visual das obras. “A artista trabalha com elementos naturais e simbólicos que trazem uma leitura muito própria sobre território e pertencimento. É uma produção que chama atenção pela técnica utilizada pela artista, a fitotipia e pela forma como esses materiais se transformam com o tempo, demonstrando a impermanência dessas imagens”, explicou Aline Baliberdin.
Já o secretário José Luiz Spitti disse que a mostra contribui para ampliar o olhar do público sobre a formação dos espaços urbanos. “A exposição traz questões que fazem parte do nosso cotidiano, mas que muitas vezes passam despercebidas. A arte tem essa capacidade de evidenciar esses temas e provocar reflexão”, afirmou.
Crédito das fotos: Mauricio Sordilli/Secop Suzano






